terça-feira, 17 de março de 2015

JARDIM - Por Cláudio Lima

JARDIM - Por Cláudio Lima 

As palavras, como uma doce canção, germinam em meu coração,
Algumas tantas rompem e se perdem na escuridão como criança.
Outras porções sufocam-me entre os espinhos das circunstancias:
O coração e razão.

As que germinam pulam até as mãos,
Mas nem todas se transformam em canção,
Muitas são abafadas pelo poder de um não.

Palavras que vem à boca, palavras que vem às mãos,
Outras que abafadas não saem do coração,
Simplesmente sufocada e asfixiada pela força da razão.

O que seria da alma sem a causa?
O que seria da vida sem as feridas?
O que seria dos arrependimentos sem os erros?
O que seria do coração sem a paixão?

Alma quebrada cansada, surrada, marcada.
Feridas mexidas, doidas, de vidas que sangram.
Arrependimentos horrendos, mexendo, que vão.
Paixão que é alma, que salva, que mata a alva.

Sonhos que vêm, sonhos que vão, que dá vida à emoção.
Horas que passam, mas que não deixam pegadas nem marcas.
Só deixam vazios, vazios, vazios ....

Que ficam só....palavras.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Chuva Fina - Por Claudio Lima


BASTA - Por Cláudio Lima

BASTA - Por Cláudio Lima 


Meu silêncio me conduz a ouvir o som,
O som das batidas do meu coração.
Minha respiração ofega, falta-me o ar,
Parece que vou desmaiar. O que tenho?

Não sei, há dor, há raiva, há falta de controle,
Vontade de gritar “BASTA!!!!!” Dói o coração.
Como dizer basta, se ser bastardo é minha herança,
BASTA!!! Não seria eu sincero.

O silenciar de minhas palavras, encarcerados
Pudores, presa em rédeas que me coloquei.
Escravo de mim, escravo de tudo que sou.
Recluso naquilo em que me entreguei.

Ah escravidão,O que seria? Seria servidão?
Se sou voluntariamente escravo?
Respostas loucas que não posso dá,
Imerso em minhas próprias conquistas.

Coração, coração machucado: padecido
Sufocado, entre o que é melhor: sofrido.
Aquilo que dá prazer: bandido.