QUEM
POUPA O LOBO, SACRIFICA A OVELHA.
Já
não é mais novidade vermos reportagens abordando casos de crimes cometidos com
requintes de crueldade, as reportagens nos reflete uma realidade nua e crua dos
altos índices de homicídio no Brasil que contabilizaram em 2012 cerca de 50.000
casos. Só para termos uma ideia da proporção de mortes intencionais atingida no
país, em toda a guerra do Iraque e Estados Unidos, morreram cerca de 65000
civis iraquianos, só que em oito anos de conflito, o que significa que em um
único ano, o brasil matou mais do montante de quase uma década de guerra.
Todavia,
a sociedade brasileira já está cansada da onda de violência e de impunidade que
se instalou no país e, o que é reforçado pelas pesquisas, que nos mostram que cerca
de 60% da população brasileira é favorável a implementação da pena capital, ou
seja, apena de morte.
Para entender um pouco sobre esse
assunto, é importante destacar que, muitos filósofos argumentaram a
favor da pena capital. No entanto dois assumem papel de destaque: John Locke e
Immanuel Kant.
Locke defendia em seus pensamentos que, se A
infringir os direitos de B, então este tem o direito de punir o infrator e, se
a ofensa for o assassinato? Nesse caso, diz Locke, o assassino perde o seu
direito à vida e “pode ser caçado como um animal selvagem”.
Kant sendo favorável à pena de morte argumenta exclusivamente
do ponto de vista retributivo. Kant considera que a pena de morte é uma forma
racional de lidar com um crime capital. Há só uma e só uma forma de responder
ao assassinato: a punição do culpado deve ser proporcional ao crime. Por outras
palavras, a única forma de castigar um assassino é a morte.
Não obstante, um terço da população
brasileira é contraria a instituição da Pena de Morte e para defender tal
posicionamento entende, em tese, que “o ser humano enquanto ser pensante de
sentimentos, direitos e deveres, sociável, mutável e cultural, não pode ser
tratado como uma estatística quando no tocante à vida. E que diante disso não se
podem promover mortes em detrimento de outras mortes ou danos graves visando à
estabilidade ou a soberania de um Estado de direito”. Porém, tais argumentos
tendem a proteger os assassinos, em detrimento às vidas inocentes que são
ceifadas todos os dias, não podemos poupar os assassinos e deixar morrer os
inocentes, como já dizia Victor Hugo em 1802: “Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”.
Dados da Organização das Nações Unidas, em 2012, mostram as
estatísticas relacionadas aos crimes de
homicídio em todo o mundo, que aponta Honduras como o país com maior índice de
homicídio no mundo com cerca de 91,6/100000, Estados Unidos com 4,2/100000 e o
Brasil com 21/100000. Diante desses dados, entendemos que o Brasil precisa urgentemente
endurecer suas leis, inclusive com a instituição da Pena Capital, partimos da
referência americana que tem um índice de homicídio cinco vezes menor que o
Brasil, e que nos estados que há a pena capital, 75% da população é favorável a
sua continuidade, acreditando que dessa forma é feita a verdadeira justiça.
Por fim, se punirmos com a pena capital um
assassino, este nunca mais poderá cometer crimes. A vantagem colateral desta
forma de punição é que outros eventuais “candidatos” serão, como pensava Locke,
dissuadidos de cometer crimes do mesmo tipo. Assim sendo, se souber que pode
ser condenado à morte se matar, não pensará duas ou mais vezes se é conveniente
fazê-lo?

