ESMERALDAS
Os sonhos que parecem tão distantes,
Que se encontram além do horizonte,
Rompendo barreiras da racionalidade,
Que à luz da minha dor de nada vale
Sitio-me de uma escuridão, quebrada
Pela verde luz dos seus lindos olhos,
Envolvo-me, como preso em abrolhos
E dolorosamente penetra Minh ’alma
A sua ausência dói a carne, dói a alma,
Corrói-me, como
a ferrugem ao ferro.
Vivo como se meu coração estivesse
Imerso no lago de fogo: o inferno
Sinto faltas das noites frias de inverno,
Do frio avassalador que me faz querer
A sua doce presença a me aquecer, e
De dividir um cobertor: o nosso calor.

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